sábado, 16 de janeiro de 2016

DESABAFO

O post de hoje é uma tentativa de desabafo. Uma tentativa de tirar este sapo que está na minha garganta e está muito difícil de engolir. Uma tentativa de me sentir melhor. Uma tentativa de me sentir menos impotente, menos diminuída nos meus direitos como cidadã. Uma tentativa...

Há 9 anos nos mudamos para esta casa. Exatamente há este tempo temos o cuidado de manter a nossa rua sem buracos, capinada, sem lama.
Inicialmente colocamos um caminhão de brita em frente nossa casa e desde então, sempre tapamos os buracos que aparecem colocando cascalho, sobrinhas de entulho de obra, etc... E a rua, que é sem calçamento, andava bonitinha, praticamente sem lama ou poeira.

Aí, nosso vizinho, resolve cavar um poço artesiano. Tudo bem.
Um gerador roncou em nossos ouvidos, que optaram pelo silencio da natureza e a ele estão acostumados, durante uma semana cerca de 10 horas por dia. Tudo bem.
Acontece que o sr.vizinho e a empresa (AguaSul) que fazia o serviço simplesmente começaram a jogar a lama extraída do tal poço na rua.
Simples assim, lama correndo pela rua afora.
Conversamos, reclamamos, pedimos e a lama continuou emporcalhando toda a  rua.


Liguei para a prefeitura. Pedi providências, ninguém veio.
Fotografei, coloquei no Facebook, pedi através de mensagens a todos os amigos que compartilhassem. Era necessário que todos da cidade vissem o que estava acontecendo.
Alguns amigos atenderam ao apelo. Muito bom! Obrigada!
Outros se excluíram como meus “amigos” de Facebook. Tudo bem é um direito de todos e eu respeito profundamente.


Numa das emissoras de rádio da cidade, falei da tal obra num programa de denuncias, liguei novamente para várias secretárias da Prefeitura.

Ontem o pessoal do Meio Ambiente da Prefeitura apareceu, conversou com o filho do proprietário do terreno.
Ontem também encontraram água e a obra acabou.
A empresa (AguaSul) lavou a rua. É isto mesmo que você leu LAVOU, com água, a lama que cobria uma rua de terra.  Empurrou parte da lama para uma rua perpendicular à nossa.


A nossa rua continua enlameada, nojenta.

O vizinho?
Bem, ele tem um novo poço artesiano.
Ele é pessoa influente, pertence a uma das instancias destinadas a proteger a população dos abusos em geral.
Então, não temos onde reclamar mais. Não temos como nos defender dos abusos dos que detém o poder em suas mãos e canetas...

Daí que vamos começar de novo o trabalho de “pavimentar” nossa rua.


Daí que o sapo está atravessado na garganta.


8 comentários :

  1. Sorry to read this Eglea, what a shame. xx

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  2. Egléa, sinto tanto por vc, uma tristeza topar com gente assim! Não desanime não! Continue botando a boca no trombone! Espero sinceramente que sua rua volte a ficar certinha! Abraço carinhoso!

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  3. Boa tarde Églea, tem toda a razão e me insurjo com você daqui mesmo de longe!
    Sou contra abusos de poder e falta de respeito para com os outros. Isso foi uma manifesta falta de respeito!
    Um grande beijinho e força!
    Não desista dos seus intentos.
    Ailime

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  4. Espero sinceramente que logo pavimentem a rua ,beijinhos felicidades.

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  5. I'm so sorry! That would be rather discouraging and having to deal with the mud everyday would get old fast.

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  6. Que triste :( A falta de civismo e justiça é também algo que irrita profundamente...aqui por Portugal também abundam situações semelhantes... :(
    Espero que tudo se resolva rapidamente!!

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  7. Esta coisa de politica é uma vergonha neste país e gritante em algum interior.
    Creio que nao deve se calar e continuar com a critica da prefeitura na solução para a rua como pavimentação. Afinal não se paga IPTU?
    Sapo pra fora amiga.
    Bjs

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  8. Respeito é uma palavra em extinção, e "os outros que se danem", é uma frase que abunda a mente das pessoas. O respeito entre as pessoas devia existir, entre vizinhos então, teria que ser palavra de ordem. Hoje, domingo, também tive uma experiência desagradável com vizinhos, apesar de eu não ter vizinhos que moram aqui, a casa bem ao lado da minha, é emprestada ou alugada para várias pessoas, e uma das pessoas que mais frequenta esta casa, tem por hábito dar tiro, aliás, a vizinhança toda tem este hábito, de caçar, mas eu acho o cúmulo, a pessoa não se tocar que o meu sossego acaba quando ele chega.
    Quanto ao teu caso, é permitido a perfuração de poços? No auge da seca em SP, ouvi em alguns noticiários, que a perfuração de poços exigia autorização das autoridades. Como é por aí?

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Obrigada pela visita!
Seu comentário é muito importante para mim!
Um abraço
Egléa

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